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Comunistas portugueses em França reuniram-se em Plenário

111211_nanterre_plenarioUma trintena de militantes do Partido Comunista Português (PCP), emigrantes residentes na região parisiense, reuniu-se em Plenário na cidade de Nanterre no passado domingo, dia 11 de dezembro. O Plenário contou com a presença de Maria Rosa Rabiais, membro do Comité Central do PCP.

Ao longo da reunião, os participantes demonstraram a sua preocupação e indignação em relação aos contínuos ataques que o Governo PSD/CDS tem desencadeado, na sequência de acometidas anteriores, contra a dignidade e os direitos de todos os portugueses, de todas as classes e idades, desempregados e empregados, trabalhadores do setor público e privado, portugueses residentes dentro e fora de Portugal. Este ataque contra a dignidade atinge, como se vê, a totalidade dos portugueses.

Portugal (e a União Europeia no seu conjunto) revela uma obsessão por medidas de austeridade cegas e irracionais que visam aniquilar, de uma vez por todas, o crescimento económico, a justiça social e a soberania nacional. Este Governo pretende que os portugueses trabalhem mais horas, recebendo em troca salários mais baixos, com o qual terão de pagar serviços mais caros (água, eletricidade, gás, aumento do IVA...), alguns dos quais garantidos, até há pouco tempo, pelo dinheiro dos nossos impostos: hospitais, escolas, acessibilidades rodoviárias (portagens)... Estas medidas atiram milhões de portugueses ou para a pobreza ou para a emigração forçada.

Convém relembrar que o salário mínimo português é de 485 euros e que 20% dos portugueses (dois milhões de conterrâneos) vivem no limiar da pobreza, sendo na sua maior parte reformados que, após uma vida de trabalho árduo, vivem com pensões mensais de cerca de 200 euros.

Perante este "Austeritarismo", o povo português tem promovido uma série de lutas pacíficas - onde se enquadra a grande Greve Geral de 24 de novembro - que têm por finalidade combater a exploração e preservar os direitos garantidos na Constituição da República: acesso livre e universal à educação, saúde e cultura; garantia de salários dignos e de um horário de trabalho tolerável.

Os próprios emigrantes e os seus filhos sofrem com esta cegueira governamental que corta tostões onde não deve, entregando, ao mesmo tempo, milhões à banca, a grande responsável pela crise que vivemos.

O Governo pretende, então, poupar esses tostões com a diminuição do investimento no ensino da língua portuguesa às nossas crianças e, também, com o encerramento de postos consulares um pouco por toda a França.

Os emigrantes veem-se, assim, tratados como cidadãos de segunda classe, sem direito ao ensino da nossa língua e sem direito a serviços consulares de qualidade.

O Partido Comunista Português vem, por este meio, demonstrar a sua mais profunda solidariedade para com os emigrantes afetados por estas medidas desumanas e injustas, mormente para com aqueles que viram os seus filhos perder o acesso ao ensino da língua portuguesa e/ou terão agora de percorrer centenas de quilómetros para tratar de um simples processo burocrático.

Ao contrário dos outros partidos, o PCP estará sempre ao lado dos interesses dos emigrantes, todos os dias do ano, e não apenas durante as mentirosas campanhas eleitorais que ensejam apenas conquistar o voto aos mais incautos.

O PCP lutará com todas as armas ao seu dispor, tanto em Portugal como em França, pelo investimento no ensino da língua portuguesa no estrangeiro e pela consolidação da rede consular em França.